docealternativa:

                                             EU PRECISO DO DESLUMBRE

    A superficialidade me entristece, os julgamentos me derrubam, por mais forte que eu tente demonstrar parecer, por mais inatingível diante das situações e pensamentos ‘fodidos’ que sou bombardeado o tempo inteiro, por não querer ser raso, por não me preocupar com o que o mundo se preocupa, por viver em ‘estradas não autorizadas’. Escolhi assim, o preço de ser taxado de “muito doido”, ah, eu sou muito doido? Muito doido, porque não aceito ser sufocado pela feiura da calamidade urbana e envenenado pela vida política da nossa província, que balança entre vícios ideológicos e a corrupção institucional, clara e assumida.

    Nos obrigam o tempo inteiro a viver longe da beleza, intoxicados pelo furacão de irrelevâncias ‘pop’ que matam a observação da arte genuína, mas, eu sou “muito doido”. Meu saco também enche, em viver perto disso tudo, em ter que participar disso tudo, de ter vivido essa hipocrisia religiosa que assola os indivíduos, alienando e os deixando agressivos, incoerentes, sujos, e com lugar garantido no inferno, ao lado de DEUS. É, Ele só pode estar lá!

    Minha mente “coitada” que anda sempre procurando um spa, ser levada a um tratamento intensivo e continuo de entender o espírito humano, de entender o amor, de praticar o respeito, sem ferir aqueles que são iguais a mim, formados da mesma matéria, com pensamentos diferentes dos meus muitas vezes. Por isso procuro estar perto de quem se pareça comigo, não precisa ter nascido do mesmo ventre, não precisava ser de sangue, nem por isso vou deixar de respeitar quem é, ou não é do meu sangue.

   Ainda sinto a necessidade de me emocionar, de tirar lições das coisas simples, do cotidiano, entender os conceitos só de olhar, até não concordar, mas sem ferir alguém, sou “muito doido”, mas, não quero machucar o meu semelhante. Não quero ser sublime, nem estar acima, me interesso pela vida concreta (com um pouco de fantasia, porque adoro a fantasia), com meus vícios, minha inibições, meus medos, que até impedem encontros eternos, mesmo sendo “muito doido”.

    Me dá agonia viver sem sentido, a confusão de papeis sexuais, a falta de amor, o riso misturado com lágrimas. Preciso libertar sempre as minhas inibições, preciso de festa, de jogo, de sonhos… Mas isso se esvai aos poucos quando me sinto sufocado, apesar de querer que isso não acabe, e que a vida seja prazerosa. (@TudoPorHelena, eu também sou hedonista =])

    Mesmo vivendo dentro dessa porra à beira do trágico irracionalismo, que são alimentados em cada impasse.

    Na maioria das vezes preciso mesmo esquecer, que vivo nesse mundo, sem me alienar, redesenhando minha crise absurda, pela luz mágica do que é belo, daquilo que digo admirar no meu perfil de apresentação do blog, preciso sempre de DOCES ALTERNATIVAS.

    Não quero me emocionar somente, quero sempre aprender, com os olhos, com os sentidos, apurados, extremamente sensíveis a cada transformação, e novidade que mesmo não cercado por isso, a minha mente “coitada” me proporciona. Mas, quero descrever meu tempo, com essa angústia, e também cheio de compaixão, misturado com melancolia e esperança, sou assim, tá certo, sou “muito doido”.

    Obs: Curte o som, que está anexado ao post. Stuart McCallum - 02 Hillcrest Part I, trabalho solo dele, guitarrista de umas das melhores bandas de nu-jazz na atualidade, The Cinematic Orchestra.


Beijos, @lourranoliveira

Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada). Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu… Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu… Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

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To assim…

Quando você não cabe mais dentro de si e necessita mais do que falar, escrever. É como se não tivessem palavras para resumir tamanha complicação. Tudo muito confuso, irreal, momentos frustantes em que você não aguenta mais viver sob eles, onde a desconfiança toma o lugar da razão e você simplesmente não consegue mais confiar em ninguém. Tá pra nascer um sentimento tão sentido quanto esse. O sentimento, ou sei lá, a falta de ter em quem confiar. Como se até sua sombra fizesse parte do grupo de pessoas que é nulo a opção de confiá-las. E se não bastasse tudo isso, você começa a perceber que a pessoa que você mais ama nesse mundo tem o dom de decepcioná-la. E pra não perder o assunto principal do texto, repito, ela também tem o dom de deixar rastros em que você olha e pensa “Não dá pra confiar!”. E como viver sob essa conduta onde todos ao seu redor são capazes de te enganar? Como viver com essa dúvida cruel? Tem dias que você se olha no espelho e se pega pensando “Caralho, eu não posso ser desse mundo!”. Perdi as contas de quantas vezes falei isso pra mim mesma. Não tenho noção até onde vai a crueldade das pessoas, até onde vai o poder que elas tem e cinismo de nos enganar. É tamanha a falta de compaixão! E nós, como meros esperançosos de uma vida melhor, nos perguntamos quando isso vai acabar. E a resposta te dou com outra pergunta: - E vai ter fim?

Lapso

Sempre tento me desvincular das lembranças que fizeram parte de um passado tão bom e que com o tempo se tornaram uma tortura.

Não entendo o por que de tudo isso, não quero reviver o passado, quero um futuro que me proporcione apenas lembranças boas, será possivel?

Certas lembranças insistem em me procurar, coisas que julgava mortas dentro de mim vejo que não são.

Acontece um lapso entre mente e coração, na verdade eu quero que tudo volte exatamente como era, e então sentir o sereno em meu corpo.O tempo passa e então sinto falta.

Coisas bestas, conversas sem sentido, o cheiro, a pele, o ódio, o pesar de tudo aquilo que um dia foi magico.

Me transporte para dentro de tudo aquilo que ja amei e que lutei. Essa fraqueza que sinto me destroi, arrepia toda vez que penso ou vejo.

Ser forte não é a questão, ser fraco é o que me torna humano. Os sonhos são tão frequentes, o mundo então se torna mais lindo quando a noite cai e meus olhos cansados se fecham.

Quanta dor no querer, quantas decepções.Gelado como um iceberg.Sinto medo, todas as vezes, sou indiferente e então não sou mais eu.

O abismo ao qual me joguei parece não chegar ao fim, não posso voltar a escalar, já não tenho mais forças, não posso voar minhas asas foram cortadas, a unica coisa que me resta é conviver com as lembranças Tão boas e tão dolorosas.

Deixa eu te dizer…

Cantar…gosto disso e vivo a musica no meu coração!

Cantar…gosto disso e vivo a musica no meu coração!

Minha mente…

Tão perto, tão longe, sem sentido , desafiador, incosntante, egoista.

O egoismo fala mais alto, a cabeça nao consegue mais pensar o coração se torna gelado, afastando tudo aquilo que poderia ser fantastico.O medo é tão presente que deixa de fazer sentido…viver, viver, viver. Dadiva nos dada, o mais lindo presente nunca levado tão a serio ou não, uma seriedade tão inconstante quanto o cair da chuva em uma linda tarde de sol.

Nas pessoas? acredito, como não acreditar se tambem sou uma pessoa, aceitar certas atitude que JAMAIS aceitaria.

O sofrimento parece cada vez mais presente em uma vida cheia de ilusões,cheia de contratatempos, como uma fenix que sempre ressurge das cinsas nos momentos em que não se tem mais forças ou como a aguia que fica em sua toca duarante 60 dias para que faça sua renovação.O sol sempre nascerá pra aqueles que estiverem dispostos a ver sua sublime beleza.

Uma lagrima escorre e nela transborda todas as emoçoes de uma só vez, em um misto de tudo aquilo que ja foi vivido e superado,lagrima de dor, sofrida deixando uma cicatriz jamais esquecida.

A dor de uma desilusão chega a trasncender a dor fisica. O corpo como é uma maquina e seus defeitos sempre serão recuperados, mais a dor na alma essa nunca em hipotese alguma pode ser regenerada, apenas esquecida sem seu esquecimento total, como uma sombra que jamais se desgruda do corpo, como a alma.

Entender não é compreender, não lembrar não é esquecer, ser é não ser.

E nessa dor posso entender o por que viver, mesmo tendo a ideia de não poder ter.Muitas vezes como uma criança em seus primeiros passos dificeis e necessarios,dolorosos e necessarios para o entendimento de uma razão maior, A VIDA.

Em sumo, penso e reflito e meus devaneios me levam sempre a um mundo que só existe em minha mente.

Pela Manhã…

Tenho em mim um sangue quente
Que agita de repente
E me acorda de manhã

Tenho em mim uma vontade
Que arde e me vira já de tarde,
Numa dança que só a gente sabe e faz

E me encanta só de pensar
Que no dia que virá tem muito mais…

Te tenho hoje, mas já fico na saudade
De pensar na realidade que vou ter é que esperar
Mais uns dois dias ou uma semana
Pra te colocar na cama
E não soltar jamais..